Saudade!
A chuva balançou a noite,
acordou os relâmpagos assanhados,
fechou os olhos assustados do céu revolto
e o chão molhado de estrelas
desapareceu na madrugada.
Meu pranto tem sabor de saudade…
E no impossível silêncio das ruas
se dependura
o bamboleio dos tímpanos
como ecos indefinidos,
como meneios de brincos.
A voz que tange meu pranto
é o eco da saudade
perdido nos vãos enluarados
dos cabelos brancos.
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